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História da Igreja – Parte 1- Documentos históricos


Parte 1 – Jesus à queda de Roma ( 0 a 476) – Continuação

 

Documentos Judaicos:

1. O Talmud (Coletânea de leis e comentários históricos dos rabinos judeus posteriores a Jesus) apresentam passagens referentes a Jesus. Judeus combatiam a crença em Jesus, daí as palavras adversas a Cristo.

Tratado Sanhedrin 43a do Talmud da Babilônia:
“Na véspera da Páscoa suspenderam  a uma haste Jesus de Nazaré. Durante quarenta dias um arauto, à frente dele, clamava: “Merece ser lapidado, porque exerceu a magia, seduziu Israel e o levou à rebelião. Quem tiver algo para o justificar venha proferí-lo!” Nada, porém se encontrou que o justificasse; então suspenderam-no à haste na véspera da Páscoa.”

2. Flávio Josefo,  historiador judeu (37-100), fariseu, escreveu palavras impressionantes sobre Jesus:

“Por essa época apareceu Jesus, homem sábio, se é que há lugar para o chamarmos homem. Porque Ele realizou coisas maravilhosas, foi o mestre daqueles que recebem com júbilo a verdade, e arrastou muitos judeus e gregos. Ele era o Cristo. Por denúncia dos príncipes da nossa nação, Pilatos condenou-o ao suplício da Cruz, mas os seus fiéis não renunciaram ao amor por Ele, porque ao terceiro dia  ele lhes apareceu ressuscitado, como o anunciaram os divinos profetas juntamente com mil outros prodígios a seu respeito. Ainda hoje subsiste o grupo que, por sua causa, recebeu o
nome de cristãos” (Antiguidades Judaicas,  XVIII, 63a).

Documentos Cristãos:

Os Evangelhos:  narram com riqueza de detalhes históricos, geográficos, políticos e religiosos a  terra da Palestina no tempo de Jesus. Os evangelistas não poderiam ter inventado tudo isto com tanta precisão.

São Lucas, que não era apóstolo e nem judeu, fala dos imperadores Cesar Augusto, Tibério; cita os governadores da Palestina: Pôncio Pilatos, Herodes, Filipe, Lisânias, e outros personagens como Anás e Caifás (Lc 2,1;3,1s). Todos são muito bem conhecidos da História Universal.

São Mateus e São Marcos falam dos partidos políticos dos fariseus, herodianos, saduceus (Mt 22,23; Mc 3,6).

São João cita detalhes do Templo: a piscina de Betesda (Jo 5,2), o Lithóstrotos ou Gábala (Jo 19, 13), e muitas outras coisas reais. Nada foi inventado, tudo foi comprovado pela História.

 

Onde estão os originais dos Evangelhos?

Conhecem-se cerca de 5236 manuscritos (cópias) do texto original grego do Novo Testamento, comprovados como autênticos pelos especialistas. Estão assim distribuídos: 81 papiros; 266 códices maiúsculos; 2754 códices minúsculos e 2135 lecionários.

a) Os papiros são os mais antigos testemunhos:

Número Conteúdo Local Data (Século)
       
P1 Evangelhos Filadélfia (USA) III
P2 Evangelhos Florença (Itália) IV
P3 Evangelhos Viena (Áustria)  VI/VII
P4 Evangelhos Paris III
P5 Evangelhos Londres III
P6 Evangelhos Estrasburgo IV
P7 Atos Berlim IV
       

Em resumo, existem 76 papiros do texto original do Novo Testamento.
Acham-se ainda em Leningrado (p11, p68), no Cairo (p15, p16), em Oxford (p19), em Cambridge (p27), em Heidelberg (p40), em Nova York (p59, p60, p61), em Gênova (p72, p74, p75),…

História da Igreja


Parte 1 – Jesus à queda de Roma ( 0 a 476)

“Na plenitude dos tempos Deus enviou seu Filho ao mundo nascido de uma mulher…” (Gl 4,4)

 

– Ano Zero – O Imperador Otávio Augusto (30 a.C. – 14 d.C.)

Roma viveu a paz (Pax Romana)
100.000 km de estradas.  Fala-se o grego.

– Orígenes de Alexandria (184-254):
"Deus preparou os povos e fez que o Império Romano dominasse o mundo inteiro… porque a existência de muitos reinos teria sido um obstáculo à
propagação da doutrina de Deus sobre a terra" (Contra Celso II 30).

– Decadência moral e filosófica.
O pensamento grego chegou ao seu auge com Platão (428-348 a.C.) e Aristóteles (384-322 a.C.), depois decaiu.

– Época das Religiões de mistérios
– Misticismo no lugar da razão. Preparou o Cristianismo.

– S. Clemente de Alexandria († 214)
A filosofia é "um dom que Deus concedeu aos gregos" (Stromata I 2,20).
"A filosofia educou o mundo grego como a Lei de Moisés educou os hebreus (Gl 3,24), orientando-os para Cristo" (Stromata I 5,28).

– Jesus Cristo:
Herodes o Grande (37- 4a.C.), estrangeiro idumeu, rei vassalo de Roma.

– No ano 6 d.C. a Judéia foi incorporada à província romana da Síria, cuja administração competia a um Procurador que residia em Cesaréia (Palestina).

A data do Natal de Cristo – monge Dionísio o Pequeno († 556), que se enganou fixando-a no ano 753 (25 de dezembro) da fundação de Roma.
Cristo nasceu 6 a 7 anos antes do ano zero.

 

Jesus Cristo existiu? Documentos comprovam a existência de Cristo.

Documentos de escritores romanos (110-120):

1.  Tácito (Publius Cornelius Tacitus, 55-120), historiador romano, escritor, orador, cônsul romano (ano 97) e procônsul da Ásia romana (110-113), falando do incêndio de Roma que aconteceu no ano 64, apresenta uma notícia exata sobre Jesus, embora curta:

“Um boato acabrunhador atribuía a Nero a ordem de pôr fogo na cidade. Então, para cortar o mal pela raiz, Nero imaginou culpados e entregou às torturas mais horríveis esses homens detestados pelas suas façanhas, que o povo apelidava de cristãos. Este nome vêm-lhes de Cristo, que, sob o reinado de Tibério, foi condenado ao suplício pelo procurador Pôncio Pilatos. Esta seita perniciosa, reprimida a princípio, expandiu-se de novo, não somente na Judéia, onde tinha a sua origem, mas na própria cidade de Roma” (Anais, XV, 44).

2.  Plínio o Jovem (Caius Plinius Cecilius Secundus, 61-114), sobrinho de Plínio, o Velho, foi governador romano da Bitínia (Asia Menor), escreveu ao imperador romano Trajano, em 112:

“…os cristãos estavam habituados a  se reunir em dia determinado, antes do nascer do sol, e cantar um cântico a Cristo, que eles tinham como Deus”. (Epístolas, I.X 96)

3. Suetônio (Caius Suetonius Tranquillus, 69-126), historiador romano,  no ano 120, referindo-se ao reinado do imperador romano Cláudio (41-54), afirma que este “expulsou de Roma os judeus, que, sob o impulso de Chrestós (= Christós, Cristo), se haviam tornado causa frequente de tumultos” (Vita Claudii, XXV).

Atos 18,2 confirma. Suetônio, mal informado, julgava que Cristo estivesse em Roma, provocando as desordens.

O Retiro da Crisma foi um sucesso!


Aconteceu nesse domingo (28/11/2010) o Retiro em preparação para a Celebração da Crisma do próximo dia 04 de dezembro.

Os crismandos que irão crismar no próximo fim de semana participaram durante todo o dia de um retiro espiritual. Os crismandos participaram de momentos intensos de oração e louvor, quando puderam sentir de forma mais íntima a presença do Espírito Santo. O retiro contou também com as presenças especiais do Seminarista Denis e dos Padres: Pe Henrique e, Pe Emersom.

 

Falando para os jovens sobre o valor que cada um tem diante de Deus e sobre a missão do crismando de ser um cristão autêntico e, portanto, ser um defensor da vida.

 

O retiro iniciou o nosso Seminarista Denis falando sobre o valor e significado da missão para o cristão que irá receber o Crisma.

Onde citou pontos importantissímos a respeito dessa missão, sendo eles:

– Ouvir a palavra;

– Viver (Experimentar/Experiênciar) a palavra através de um *encontro pessoal com Jesus

– Testemunhando em seu modo de vida, o valor e significado de ser Cristão

– Anunciando a palavra recebida

 

* Sacramentos da Confissão e da Eucaristia

Em seguida a Celebração Eucarística presidida pelo nosso pároco Pe Henrique. Ele fez, durante a sua homilia, uma breve reflexão sobre a verdadeira felicidade na  qual Jesus precisa ser inserido em tudo, na vida do Cristão. E para os novos crismandos Pe Henrique os convida a tomarem uma nova direção, sendo um diferencial entres os demais jovens da sociedade. Uma sociedade que em tempos vem sofrendo com grandes tempestades: imoralidades, idolatria, pervrsidades, arrogancias, falta de amor, entre outros mais.

Desse modo convida cada crismando a estar ciente e firme, naquilo que busca no Crisma.

 

Na parte da tarde tivemos a participação do Palestrante Sebá, trazendo o tema: Familia.

Citando o Evangelho de Lucas 15, 11 – 32  trabalhando conosco na Parábola do filho pródigo.

Nesse crima favoravél ao espirito santo, pela graça de Deus e, e sendo ele, Sebá canal dessa graça realiza um  grande momento de cura inteior.

 

Para o encerramento do Retiro, Pe Emerson reforça o tema: Familia

Através de seu testemunho de vida, e missão sacerdotal.

 

E por último e tão esperado momento, a Adoração ao Santíssimo. Na qual fomos conduzidos a se entregarmos em adoração a Jesus Eucarístico e doarmos toda a nossa vida para o serviço da Igreja. Também oramos pela a vida e pela graça de nossos pais serem fecundos no amor para conosco.

 

Cito aqui também o excelente acolhimento de todos que participaram para o acontecimento desse maravilho retiro, em especial parabenizo toda a equipe da cozinha pelo carinho e dedicação que tiveram com todos nós crismandos.

Fotos do Retiro do Crisma – Paróquia Sta Isabel


Tradição, Magistério e Sagrada Escritura


Cristo não é um fundador de nova religião, nem o cristianismo é uma "heresia" do judaísmo. Os Apóstolos e os discípulos continuaram freqüentando o Templo e seguindo os rituais ali celebrados, até mesmo após a Sua Morte, Ressurreição e Ascensão (Lc 24,53; At 2,46; 3,1) bem como após o Pentecostes (At 2,46; 3,1…). Compartilhavam da "visão" de Jesus de que o cristianismo é o "cumprimento" do judaísmo, o seu ponto de chegada:

"Não penseis que vim destruir a lei ou os profetas; não vim destruir, mas cumprir. Porque em verdade vos digo que, até que o céu e a terra passem, de modo nenhum passará da lei um só "i" ou um só "til", até que tudo seja cumprido" (Mt 5,17-18).

Entretanto, os primeiros cristãos não conheciam o Novo Testamento tal como se conhece hoje. Quando muito haviam alguns manuscritos destinados apenas a registrar as pregações locais. Os cristãos de Roma, por exemplo, conheciam a pregação de Pedro e, possivelmente, conheciam também uma ou outra das cartas de Paulo (2 Pe 3,15-16). Vê-se facilmente que os escritos atuais dos Evangelhos são verdadeiramente o registro catequético de então, a primeira expressão da Tradição Apostólica, aqueles que foram escolhidos e aprovados entre tantos outros (Lc 1,1-2 diz "muitos"):

"A Tradição de que falamos aqui é a que vem dos Apóstolos. Ela transmite o que estes receberam do ensino e do exemplo de Jesus e aprenderam pelo Espírito Santo. De fato, a primeira geração de cristãos ainda não tinha um Novo Testamento escrito, e o próprio Novo Testamento testemunha o processo da Tradição Viva" (Catecismo da Igreja Católica, 83).
"Por isso, a pregação apostólica, que é expressa de modo especial nos livros inspirados, devia conservar-se por uma sucessão contínua até a consumação dos tempos. (…) Esta Tradição, oriunda dos Apóstolos, progride na Igreja sob a Assistência do Espírito Santo…" (Constituição ‘Dei Verbum’, Conc. Vat. II, n.º 8).

Informa Papias que o primeiro Evangelho foi escrito por Mateus em aramaico, que o destinou aos judeus. Vieram outros, inclusive a tradução dele para o koiné, o grego popular de então, que não eram ainda tão difundidos, nem faziam parte de um cânon definido pela Igreja. Somente algumas comunidades tinham uma espécie de compilação mais ou menos aleatória, ao que tudo indica, e não ainda de forma sistemática como hoje:

"Foi a Tradição Apostólica que levou a Igreja a discernir quais os escritos que deveriam ser enumerados na lista dos Livros Sagrados" (‘Dei Verbum, 8,3). Esta lista completa é denominada ‘Cânon’ das Escrituras. Comporta, para o Antigo Testamento, 46 (45, se contarmos Jeremias e Lamentações juntos) escritos e 27 para o Novo: Gênesis, Êxodo, Levítico, Números, Deuteronômio, Josué, Juízes, Rute, os dois livros de Samuel, os dois Livros de Reis, os dois Livros de Crônicas, Esdras e Neemias, Tobias, Judite, Ester, os dois Livros de Macabeus, Jó, os Salmos, os Provérbios, o Eclesiastes (ou Coélet), o Cântico dos Cânticos, a Sabedoria, o Eclesiástico (ou Sirácida), Isaías, Jeremias, as Lamentações, Baruc, Ezequiel, Daniel, Oséias, Joel, Amós, Abdias, Jonas, Miquéias, Naum, Habacuc, Sofonias, Ageu, Zacarias, Malaquias, para o Antigo Testamento;
os Evangelhos de Mateus, de Marcos, de Lucas e de João, os Atos dos Apóstolos, as Epístolas de São Paulo aos Romanos, a Primeira e a Segunda aos Coríntios, aos Gálatas, aos Efésios, aos Filipenses, aos Colossenses, a Primeira e a Segunda aos Tessalonicenses, a Primeira e a Segunda a Timóteo, a Tito, a Filêmon, a Epístola aos Hebreus, a Epístola de Tiago, a Primeira e a Segunda de Pedro, as três Epístolas de João, a Epístola de Judas e o Apocalipse, para o Novo Testamento (Catecismo da Igreja Católica, 120).

Da mesma forma que então, porque inexistente, para os católicos ainda hoje, "só a Bíblia" não é, nem pode ser, o único fundamento para a fé, eis que não se partiu dela para o que se crê. O que nela se compôs foi o então ensinado pelos Apóstolos. Por isso, fundamental ainda lhes é o conjunto formado por: Tradição + Magistério + Escritura:

"Fica portanto claro que segundo o sapientíssimo plano divino a Sagrada Tradição, a Sagrada Escritura e o Magistério da Igreja estão de tal maneira entrelaçados e unidos, que um não tem consistência sem os outros, e que juntos, cada qual a seu modo, sob a ação do mesmo Espírito Santo, contribuem eficazmente para a salvação das almas" (Constituição Dogmática ‘Dei Verbum’, 10)

A inspiração


Tal como a Revelação, também a Inspiração Bíblica já acabou. O que ilumina a Igreja em prosseguimento à Obra de Cristo (Jo 20,21) é uma especial Assistência do Espírito Santo, e não se confunde com a Inspiração Bíblica, como a própria Igreja define e explica:

"A verdade divinamente revelada, que os livros da Sagrada Escritura contêm e apresentam, (…). …escritos sob a Inspiração do Espírito Santo (cf. Jo 20,31; 1 Tm 3,16; 2 Pe 1,19-21; 3,15-16), eles têm Deus por autor e nesta qualidade foram confiados à Igreja. Para escrever os Livros Sagrados, Deus escolheu e serviu-se de homens, na posse das suas faculdades e capacidades, para que, agindo Ele neles e por eles, escrevessem, como verdadeiros autores, tudo aquilo e só aquilo que Ele próprio queria" ("Dei Verbum" n.º 11; Catecismo. da Igreja Católica n.º 105/106).

"Por isso, a pregação apostólica, que é expressa de modo especial nos livros inspirados, devia conservar-se por uma sucessão contínua até a consumação dos tempos. (…). Esta Tradição, oriunda dos Apóstolos, progride na Igreja sob a Assistência do Espírito Santo…" (Constituição ‘Dei Verbum’, Conc. Vat. II, n.º 8).

O que não se deve perder de mira é que tanto a Revelação como a Inspiração foram dons ou carismas especiais de Deus para a confecção da Sagrada Escritura, e isto se deu quando dos originais, não se estendendo às traduções, aos comentários ou mesmo à exegese. Por isso, a missão da Igreja de interprete única, por causa daquele já mencionado "depósito" (da fé) que lhe é pertinente:

"O ‘depósito’ (1 Tm 6,20; 2 Tm 1,12-14) da fé ("depositum fidei"), contido na Sagrada Tradição e na Sagrada Escritura, foi confiado pelos Apóstolos à totalidade da Igreja. ‘Apoiando-se nele, o Povo Santo todo, unido a seus Pastores, persevera continuamente na doutrina dos Apóstolos e na comunhão, na Fração do Pão e nas Orações, de sorte que na conservação, no exercício e na profissão da fé transmitida, se crie uma singular unidade de espírito entre os bispos e os fiéis.’ (cfr. Catecismo 84)

‘O encargo de interpretar autenticamente a Palavra de Deus escrita ou transmitida foi confiado unicamente ao Magistério vivo da Igreja, cuja autoridade se exerce em nome de Jesus Cristo’ ("Dei Verbum", 10), isto é, aos bispos em comunhão com o sucessor de Pedro, o bispo de Roma" (idem 85).

Pode-se desde já perceber a importância da Tradição, que é a transmissão das verdades reveladas pelos Apóstolos a seus sucessores, no que se estrutura o Magistério da Igreja